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A Biblioteca e Arquivo Histórico da Economia (BAHE) destaca, mensalmente, um documento, com o objetivo de dar a conhecer os fundos documentais à sua guarda.
A seleção dos documentos tem por base o conteúdo, as características do suporte, a conjugação com uma efeméride ou a beleza iconográfica.


Documentos do Mês - Ano 2018

Março

Alçado principal do Paço Episcopal da cidade de Beja, s/d. [séc.XIX], papel milimétrico, esc. 1/100, 300mmx 805mm.
 

 O desenho apresentado foi elaborado aquando da remodelação do antigo edifício do Colégio de São Francisco Xavier da Companhia de Jesus em Beja.
A ação dos Jesuítas na cidade havia sido iniciada em 1662 com a vinda de dois padres do Colégio de Évora para promoverem a pregação da Quaresma. O início da construção do colégio em Beja não é conhecido mas remonta certamente a finais do séc XVII.
As obras continuaram até à extinção das classes e escola jesuítica em 1759, ficando o edifício por concluir.
Com a criação da diocese de Beja em 10 de Julho 1770, o Paço Episcopal instala-se neste edifício, tendo sido transformado na residência do primeiro bispo, Frei Manuel do Cenáculo Vilas Boas, um erudito que aí promove a criação de um curso de humanidades e de teologia, uma biblioteca riquíssima e um museu.
Em meados do séc XIX dá-se a cedência do espaço para instalação do Liceu Nacional, que aí funcionou até 1863. Foi mais tarde usado pelo Seminário de Beja e na capela (hoje desaparecida) foi instalado o Museu Episcopal (1892). As obras de melhoramento promovidas no edifício do Seminário, pela Direção das Obras Públicas do Distrito de Beja em finais do séc. XIX eram justificadas pela necessidade de reinstalar o Liceu de Beja, e após 1910 pela instalação da cavalaria da Guarda Nacional Republicana.
Os documentos associados ao desenho permitem uma leitura das modificações estruturais e funcionais do edifício num período de 100 anos.

Imagem 1 março
 

Legenda

BAHE, DGOPM, cx 3

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Inventário artístico de Portugal : Distrito de Beja. Lisboa : Academia Nacional de Belas Artes, 1992. 2 vol : il ; 30 cm
 
 
Os dois volumes dedicados ao inventário artístico de Beja continuam a representar a base de trabalho para qualquer estudioso ou interessado em conhecer e promover a história e arte deste distrito.
O seu autor, Túlio Espanca (1913-1993) foi um historiador de arte que desenvolveu ao longo da sua vida um trabalho exaustivo de recolha sistemática de informação documental sobre o património cultural português, com caráter de inventário.

Imagem 2 março 2018
 

Legenda

BAHE 442D-16 e 17

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