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Investimento das empresas vai ser fator do crescimento sustentado da economia

Investimento das empresas vai ser fator do crescimento sustentado da economia

O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que o investimento vai ser um dos fatores do crescimento sustentado da economia nos próximos anos, contribuindo para aumentar a produção interna e as exportações.

O Primeiro-Ministro intervinha na apresentação de um projeto de investimento de 65 milhões de euros que a Sumol-Compal vai realizar até 2021 para reconfigurar, ampliar e automatizar a armazenagem e renovar linhas de enchimento, que decorreu na fábrica da empresa em Almeirim,e onde esteve também presente o Ministro Adjunto e da Economia, Siza Vieira.

António Costa afirmou que o investimento empresarial «está a puxar pelo crescimento e aceleração» da economia, realçando que 2017 foi «um ano recorde de investimento», como não acontecia desde 1998, tendência que se manteve em 2018 e no início de 2019.

«Só estamos a falar dos primeiros três meses deste ano, mas nada melhor do que começar bem um ano para o continuar bem e o desafio que temos pela frente é nos próximos três trimestres continuarmos a acompanhar esta tendência», acrescentou.

Referindo a boa notícia que foram as estimativas do INE do dia 15 de maio, o Primeiro-Ministro disse que «quando receavam que a economia portuguesa tivesse de acompanhar a tendência global de desaceleração» da economia mundial e europeia Portugal, não só não acompanhou a desaceleração, como, pelo contrário, a contrariou, tendo havido uma aceleração do crescimento económico no primeiro trimestre deste ano.

Continuar a crescer acima da média europeia

Portugal está, desde 2017 pela primeira vez no século XXI, «a crescer acima da média europeia e a ambição que todos temos de ter é que estes três anos não sejam a exceção que confirma a regra, mas, pelo contrário, uma nova regra de podermos retomar a trajetória de convergência com a União Europeia que iniciámos em 1986 e que interrompemos em 2000».

A «conjugação de esforços» entre as empresas, que sentem haver condições para investir, e o Estado, ao qual cabe «manter a estabilidade nas políticas públicas», cria condições para que o crescimento registado nestes anos não seja uma exceção, mas o início de «uma década sustentada de convergência com a União Europeia».

«Isso significa estabilidade na trajetória de crescimento do rendimento das famílias, fundamental para o mercado interno, estabilidade na recuperação da credibilidade internacional do País, que é fundamental para as condições de financiamento da economia, mas também para a valorização da marca Portugal num contexto de exportação», disse.

in Portal do Governo

2019-05-17

 

 

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