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Investimento estrangeiro com segundo recorde consecutivo em 2019

Investimento estrangeiro com segundo recorde consecutivo em 2019

«No início de 2019 celebrámos o recorde que tínhamos alcançado em 2018 em matéria de investimento contratado» e, agora, «iniciamos o ano de 2020 celebrando um novo recorde, visto que ultrapassámos o do ano passado», afirmou o Primeiro-Ministro António Costa na cerimónia de assinatura de contratos de investimento entre o Estado e várias empresas, em Lisboa.

O Primeiro-Ministro acrescentou que estes recordes são «sinal de confiança que os investidores têm manifestado em Portugal», destacando os novos recordes de investimento e de contratação de trabalhadores.

Os contratos de investimento concluídos pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal em 2019 atingiram um novo máximo em número (quase 80 contratos), em valor (superando os mil milhões de euros) e em número de empregos criados (cerca de 7 000) e mantidos (cerca de 20 000 empregos já existentes).

António Costa apontou outros três fatores importantes nos contratos fiscais de investimento assinados em 2019:

• A diversificação dos setores de atividade: «temos investimento na área dos serviços, na da indústria – e em diversos setores da atividade industrial».

• A diversificação na localização dos investimentos: «não são investimentos que se concentrem nos grandes centros urbanos, mas estão, pelo contrário, disseminados pelo conjunto do território, desde Viana do Castelo até Grândola».

• A diversificação da origem do investimento: «temos investimento do Estado Unidos, temos, naturalmente, muito investimento da Europa, do Catar, de todo o mundo».

Destacando a importância da diversificação da origem, apontou que «a economia mundial não funciona de forma simétrica nos setores de atividade, nas regiões e nos investidores, e, por isso, a diversificação é a melhor garantia da continuidade desta trajetória» de captação de investimento.

Sinal de confiança

O Primeiro-Ministro sublinhou que o aumento do investimento estrangeiro é «um sinal sobre a confiança no futuro da economia portuguesa» que decorre, entre outros fatores, de Portugal ter conseguido «ultrapassar o enorme desafio com que se defrontava desde o início do século – voltar a crescer acima da média europeia».

Este crescimento «foi obtido desde 2017, e todas as previsões indicam que em 2020 e 2021» continuará a acontecer, mas a ambição do Governo é haver, «pelo menos, uma década de convergência sustentada com a União Europeia».

Referindo que «a chave do crescimento tem assentado em dois pilares fundamentais: aumento do investimento e aumento das exportações», apontou que «estes dois elementos estão ligados, porque só aumentaremos as exportações aumentando o nosso perfil produtivo, a nossa produtividade, o valor dos produtos e serviços que prestamos».

E para que isto aconteça, «o investimento é fundamental», tanto o investimento nacional, como a atração de investimento direito estrangeiro.

Investimento em inovação

António Costa destacou «um dado muito importante no investimento – é que quintuplicámos o investimento em investigação e desenvolvimento –, o que é fundamental, porque a condição para melhorar a produtividade e o valor do que produzimos, é incorporar cada vez mais inovação».

«A inovação assenta na ciência, na sua transferência para o tecido económico e na valorização desse conhecimento pelo tecido económico» e «esta é a chave», pois «hoje só seremos competitivos com base na qualidade do que produzimos», disse, acrescentando que «este investimento demonstra que isso é possível».

Na trajetória certa

O Primeiro-Ministro destacou que «nos últimos 4 anos, Portugal acumulou um aumento de 10% do seu Produto Interno Bruto, aumentou 20% as suas exportações e aumentou 30% o investimento – o dobro do aumento do investimento na zona euro ao longo deste período».

«Isto significa que estamos na trajetória certa e, por isso, só há uma ideia, muito simples, a reter: prosseguir na mesma trajetória», sublinhou, acrescentando que, para isso, «temos de conseguir casar as diversas componentes do que têm sido marcas fundamentais da nossa ação».

A primeira é «mantermo-nos um país aberto ao mundo», apesar da deriva protecionista que «imputa à globalização alguns aumentos das desigualdades e algumas das ruturas sociais». Todavia, «a resposta a estes desafios não é fechar as fronteiras, é regular a globalização e ter, internamente, políticas que desenvolvam a justiça social, favoreçam uma melhor partilha da prosperidade, de forma a reforçar a coesão social e territorial».

«Queremos ser um país externamente competitivo e internamente cada vez mais coeso – esta é a boa resposta» à globalização, sintetizou.

A segunda componente é mantermo-nos «um País que sabe bem onde está: solidamente ancorado na Europa mas, como sempre, ao longo da história, um país europeu aberto ao mundo».

Estabilidade de políticas

António Costa apontou ainda uma outra componente: «a estabilidade e consistência do quadro macroeconómico do País». «Atravessámos uma crise gravíssima, vencemo-la e recuperámos dela, e não queremos regressar a qualquer crise», e, «por isso, queremos manter a estabilidade do cenário macroeconómico».

Sublinhado que o País «atingiu pela primeira vez nos últimos 45 anos o equilíbrio orçamental», e que vai ter o primeiro excedente orçamental deste período no fim do ano, o Primeiro-Ministro disse que o Orçamento é um instrumento para «reforçar a confiança e a credibilidade internacional do País, continuar a ter capacidade de reduzir sustentadamente a dívida externa, de continuar a merecer dos mercados financeiros a confiança para reduzir a taxa de juro, que é o melhor apoio que podemos dar a quem quer investir em Portugal».

«A continuidade e a solidez» do quadro macroeconómico «tem de ser claramente reafirmada para que a confiança se consolide, a credibilidade se reforce e este recorde de investimento estrangeiros possa ser novamente batido em 2020», concluiu.

Investimento empresarial cresceu 9%

O Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, destacou que os contratos de investimento assinados ou trocados na cerimónia «são apenas os últimos de um ano de muito trabalho».

O Ministro disse que «o crescimento sustentado da economia é o que almejamos, que é prosseguir um caminho de convergência com a Europa, de forma a que possamos partilhar todos maior prosperidade, depende muito do investimento, e particularmente do investimento empresarial».

Pedro Siza Vieira sublinhou que, «no ano passado, o investimento empresarial cresceu 9% relativamente a 2018 e o investimento total foi o dobro do que ocorreu na média da União Europeia», acrescentando que estes «são bons sinais».

Este aumento do investimento é significativo porque «2019 foi um ano de muitas incertezas na conjuntura externa, nos arranjos geopolíticos, na instabilidade que se viveu em muitos pontos do mundo, que podiam retrair os empresários de tomar decisões de investir», disse, acrescentando que este investimento «reflete a confiança no futuro do nosso país».

O Ministro referiu ainda que «muitos destes projetos são viabilizados pelo apoio do Estado e por trás disto há muito trabalho de servidores públicos que dedicam a sua vida a fazer o melhor pelo nosso País», «não apenas na captação de investimento mas também no pagamento de incentivos às empresas ao longo da execução dos projetos», nomeadamente de fundos europeus.

2,3 mil milhões de investimento estruturante

O Secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, referiu que, desde que existe a AICEP, «só em três anos, se superaram os mil milhões de euros de captação de investimento externo, e dois deles foram 2018 e 2019». Juntos, estes dois anos representam 2,3 mil milhões de euros de investimento contratualizado».

O Secretário de Estado apontou o impacto nos postos de trabalho: «dois novos máximos» com a criação de 7 245 postos de trabalho e a manutenção de mais 20 mil já existentes.

Este investimento «tem uma enorme diversificação setorial, disse, sublinhando o setor do turismo (com investimentos espalhados por todo o território), a indústria de componentes de automóvel, preparando-se para a mobilidade elétrica, o agroalimentar, a aeronáutica, a farmacêutica…

Além de apoiar investimento português estruturante, «temos outras 14 origens de capital diferente: Alemanha, França, Espanha, projetos em parceria entre Portugal e outros países europeus, Emirados Árabes Unidos, Catar, Japão e Estados Unidos da América, disse ainda.

Na cerimónia, que incluiu a assinatura de contratos para oito investimentos e a entrega dos instrumentos de mais seis contratos, contou ainda com a presença dos Ministros do Planeamento, Nelson de Souza, e da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.


in Portal do Governo

2020-01-17

 

 

 

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