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Queremos fundar o nosso desenvolvimento nas transições digital e energética

Queremos fundar o nosso desenvolvimento nas transições digital e energética

«Este cabo permite-nos pensar o futuro estrategicamente, um futuro em que queremos ser campeões da transição digital e da transição energética e no qual fundamos a base do nosso desenvolvimento», disse o Primeiro-Ministro António Costa na cerimónia de chegada do cabo submarino Equiano, que liga vários países da África a Portugal.

O Primeiro-Ministro afirmou que para esse desenvolvimento «contamos com a parceria de empresas como a Google, que há 15 anos investe em Portugal e ajuda o País a desenvolver-se», acrescentando que Portugal quer aumentar o investimento estrangeiro e o investimento de empresas norte-americanas.

«Estes cabos sublinham também um dos vetores de segurança para o mundo ocidental, as democracias e a Aliança Atlântica: a necessidade de assegurar e reforçar a segurança destas ligações», disse.

António Costa referiu que «a um mês da nova cimeira da NATO em Madrid, e quando todos olhamos para a necessidade de reforçar a defesa da Aliança na sua fronteira Este, não podemos descurar a proteção do espaço transatlântico, o espaço da unidade entre a Europa e os Estados Unidos, que é a base da fundação da NATO».

Revolução digital

O Primeiro-Ministro começou por lembrar que «esta revolução industrial é a primeira para a qual Portugal não parte em desvantagem, nem por falta de recursos naturais, nem pela sua posição geográfica. A transição digital é a primeira grande revolução industrial na qual Portugal tem um excelente ponto de partida».

António Costa apontou «a excelência dos seus recursos humanos: 47% dos jovens portugueses com 20 anos frequentam o ensino superior e vencemos, felizmente, o maior défice estrutural que acumulámos ao longo de séculos. Temos uma média de jovens de 20 anos a frequentar o ensino superior que é superior à média da União Europeia».

E «se olharmos para o número de recém-graduados em engenharia em função da população, só dois países da União Europeia, a Alemanha e a Áustria, têm uma maior densidade do que Portugal», disse.

Recurso fundamental

O recurso «fundamental para a revolução digital – a qualidade dos recursos humanos – é um recurso de que Portugal dispõe, no qual tem investido, e no qual continuará a investir. Por isto, uma das prioridades fundamentais do nosso Plano de Recuperação e Resiliência é o programa de reforço de formação em ciências, tecnologias, engenharias, artes e matemáticas, os saberes essenciais para o futuro».

Também por isto, «temos a iniciativa InCoDe Portugal, que visa formar na área da codificação um número significativo de recursos humanos, para que os possamos pôr ao serviço desta transformação».

«A transição digital coloca grande parte da atividade no mundo desmaterializado, virtual, no qual não há centro nem periferia, e o centro é, verdadeiramente, cada indivíduo», referiu.

Centralidade física no mundo digital

Se «a distância geográfica deixou de se relevante, não há mundo digital sem infraestruturas físicas, como se vê com este cabo submarino. E para infraestruturas físicas, Portugal tem uma enorme centralidade global».

Isto resulta de «ser o ponto geográfico mais próximo da América do Norte e do Brasil, mas também o ponto europeu mais próximo do continente africano: a capital mais próxima de Lisboa, é Rabate».

E é, também, «por razões geográficas, a natural porta de ligação entre os continentes europeu, africano e americano e, ao longo da história, tem sido um ponto de cruzamento de gentes, de culturas e de saberes, e tem vontade de o continuar a ser», sublinhou.

Cabos de comunicações

António Costa referiu que «Portugal tem sido um ponto de fecho de vários cabos submarinos intercontinentais: a amarração em Sines do EllaLink, estamos a uma semana da amarração do Equiano, brevemente, teremos a amarração do cabo 2Africa».

«Esta centralidade é importante por sermos um ponto de ligação às novas autoestradas», que não são uma ligação física, mas que nos «permitem a conetividade que gera oportunidades imensas», referindo a facilidade de comunicação entre emigrantes e imigrantes e de comércio.

O Primeiro-Ministro destacou que «estes cabos transmitem uma mercadoria fundamental do século XXI, os dados, que são uma mercadoria de elevado potencial.  E Portugal tem outra vantagem para ser uma localização de excelência para datacenters que permitam armazenar e tratar esses dados».

Esta vantagem, associada à transição energética é que «os datacenters são grandes consumidores de energia e Portugal dispõe de condições excecionais para produzir energias renováveis. Em três anos consecutivos conseguimos, em todos os leilões, estabelecer o preço mais baixo de energia solar».

Portugal é, assim, «o melhor ponto de amarração dos cabos e o ponto onde, junto aos cabos, podem ser instalados os datacenters e todas as indústrias associadas aos dados, porque é o país da Europa que pode produzir energia renovável a mais baixo custo, diminuindo os custos de instalação e funcionamento dos datacenters».

O cabo

O cabo Equiano é um cabo submarino de fibra ótica de última geração, liderado pela Google, que liga a Europa, através de Portugal, ao Togo, Nigéria, ilha de Santa Helena, Namíbia e África do Sul, e que entrará em funcionamento no final de 2022.

Na cerimónia, realizada em Sesimbra, estiveram ainda presentes os Ministros da Economia e do Mar, António Costa Silva, das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, os Secretários de Estado da Digitalização e Modernização Administrativa, Mário Filipe Campolargo, da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz, do Mar, José da Cunha Costa, e das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes, e a Embaixadora dos Estados Unidos da América, Randi Levine.

in Portal do Governo

2022-05-17

 

 

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