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Início da construção do Palácio Real e Convento de Mafra – 1717

Planta do Palácio Real e Convento de Mafra,
da autoria de Amâncio José Henriques

Os trabalhos da construção do Palácio Real e Convento de Mafra iniciaram-se em 1717 por iniciativa de João V de Portugal. O projeto inicial era destinado a somente 13 frades, mas fora ampliado por ordem do rei, num plano ambicioso desenhado pelo arquiteto Johann Friedrich Ludwig, com capacidade para albergar 300 frades, um palácio real e uma biblioteca.

A imponência do conjunto arquitetónico, constituído por um palácio, um convento e uma basílica, é acompanhada da magnificência escultórica, da sumptuosa decoração e da dignidade dos materiais, de que é exemplo a biblioteca, onde sobressaem os mármores preciosos, madeiras exóticas e obras de arte.
Este conjunto concretiza portanto o conceito de “obra de arte total”, na qual convergem todas as artes num mesmo discurso estético, plástico e conceptual, contribuindo para a mais extraordinária manifestação de glória e absolutismo do soberano.

Após a extinção das ordens religiosas em 1834, o convento foi convertido em instalações militares e o palácio continuou a ser usado como residência de caça. Em 1910 foi classificado como Monumento Nacional.

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Monumento sacro da fábrica sagração da Santa Basílica do Real Convento

Monumento sacro da fábrica e sagração da Santa Basílica do Real Convento, que junto à Vila de Mafra dedicou a Nossa Senhora, e a Santo António a Majestade Augusta do Máximo Rei D. João V.

Nesta obra, Frei João de São José do Prado descreve o ritual de bênção da primeira pedra da basílica:
“Veio sua Ilustríssima Reverendíssima [o Patriarca de Lisboa] benzendo os alicerces de todo o templo com erva hissope e orações dedicadas a este fim. Depois se cantou pelos Músicos da Patriarcal Noa [Nova], e pelos mesmos a Missa, que disse sua Ilustríssima Reverendíssima, a qual acabada, chegou El Rei e os seus Camaristas com outros fidalgos, e achando preparados treze cestos com pedras dentro e alguns coches de cal, pegou El Rei no seu cesto, que era dourado, e os mais os seus, que eram prateados; e foram administrar as tais pedras; acto que causou suma admiração, edificação e gosto, o que clara e evidentemente manifestavam as copiosas lágrimas vertidas pelos olhos de todos.” (p.9)

O mesmo autor foi responsável pelo inventário da biblioteca.
 

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