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«A nossa ambição é sermos considerados uma verdadeira nação digital»

«A nossa ambição é sermos considerados uma verdadeira nação digital»

«A nossa ambição é sermos considerados uma verdadeira nação digital, que englobe a maturidade digital de áreas-chave como as pessoas, os negócios e a transição digital do Estado», disse o Secretário de Estado da Digitalização e da Modernização Administrativa, Mário Campolargo, na sua intervenção durante a feira industrial Hannover Messe 2022.

«Temos muitos fatores geográficos, infraestruturais e sociais que trabalham a nosso favor e um ecossistema de startups maduro que potencializa a missão digital. Temos também diversas políticas públicas que incentivam a inovação e a adoção de tecnologia para diferentes estágios de maturidade dos negócios e até mesmo alguns que são únicos», acrescentou.

O Secretário de Estado reforçou a importância dos «aspetos geográficos que trabalham a nosso favor, como sermos o País mais próximo da América do Norte, sendo a entrada para mercados que falam português como língua nativa (mais de 261 milhões de pessoas); sermos considerados um dos países mais seguros do mundo com muita qualidade de vida; e termos ativos muito fortes dos quais nos orgulhamos, como sermos o quarto País mundial em participação das mulheres na força de trabalho; o sétimo em competências linguísticas; termos a segunda maior taxa na Europa de licenciados em cursos de engenharia; e nas áreas das infraestruturas e telecomunicações sermos o terceiro País no acesso em banda larga fixa ou termos 76% dos investidores, um dos mais importantes fatores de atratividade».

Quanto ao ecossistema de Inovação e Pesquisa, Mário Campolargo referiu que «temos apresentado um desenvolvimento robusto, com 18 clusters industriais, 26 laboratórios colaborativos, 30 centros de interface tecnológica e mais de 150 incubadoras/aceleradoras».

«Portugal tem recebido boas críticas internacionais sobre a dinâmica e potencial do seu ecossistema, sendo já reconhecido como Startup Nation. Temos um dos ecossistemas mais evoluídos», afirmou o Secretário de Estado, revelando que «temos um dos maiores números de startups per capita incluindo os nossos sete unicórnios com ADN português».

No que respeita ao investimento, Mário Campolargo destacou a importância do crescimento de atores nacionais que assumem o papel de investidores nos seus múltiplos formatos e que reforçam a capacidade do ecossistema para atrair mais investidores internacionais, que procuram o mercado nacional com crescente interesse. «No ano passado, Portugal bateu o recorde de investimento para startups, atingindo 1,1 mil milhões de euros».

«O caminho para a transformação digital das empresas assenta, sobretudo, em medidas e ações que apoiem o investimento e fomentem este processo, na sensibilização e qualificação da mão de obra, em particular das Pequenas e Médias Empresas, que representam a grande maioria da economia e emprego em Portugal», disse.

O Secretário de Estado afirmou que «continuaremos a focar-nos em três áreas principais relacionadas com a digitalização da economia, que são o ecossistema empreendedor e atração de investimento; o esforço transversal de transformação digital do tecido empresarial, com foco nas PME; e a transferência de conhecimento científico e tecnologia para a economia».


Políticas nacionais para a inovação e transformação digital

«Em primeiro lugar, destaco a Rede Nacional de Test Beds, que visa ultrapassar o conhecido «vale da morte» do processo de inovação, criando condições para que as empresas desenvolvam e testem novos produtos e serviços e acelerem a sua transformação digital, quer através de meios físicos, equipamentos e infraestruturas, ou simuladores virtuais/digitais. O modelo que pretendemos implementar em Portugal tem seguido os referenciais internacionais. No entanto, não quisemos replicar sem nos adaptarmos à realidade do nosso próprio perfil de economia e caraterísticas próprias. Em vez dos tradicionais centros de pesquisa ou universidades, aqui queremos que as principais empresas estejam liderando o caminho», disse.

Outra iniciativa a destacar são os «Digital Innovation Hubs como também parte da nossa macroestratégia, com fortes ligações à rede europeia, que é promover a transformação digital das empresas e esta rede consiste, entre outros serviços, na divulgação de conhecimento, às PME, em três tecnologias específicas: AI, HPC e Cybersecurity. Projetamos uma abordagem para incluir todos os setores da economia, sem deixar ninguém para trás», referiu.

O Secretário de Estado destacou ainda os Selos de Maturidade Digital, que são um sistema de selos digitais a atribuir às empresas, promovendo a crescente maturidade digital do setor empresarial e contribuindo para criar confiança no ambiente digital. «Este sistema de certificação permite que as empresas garantam aos seus clientes e parceiros um selo de segurança e confiança digital. Esperamos contribuir para uma mudança estrutural na forma como os negócios digitais são desenvolvidos e criar um impacto positivo e de longo prazo na forma como os dados são tratados e partilhados, aspeto fundamental no reforço da resiliência, confiança e segurança dos sistemas das empresas. A geração de confiança vai além da questão da identidade digital, e por esta razão pretende-se promover de forma integrada as múltiplas dimensões destes selos, como privacidade, sustentabilidade, cibersegurança e utilidade».

Por último, Mário Campolargo mencionou as «Zonas Livres Tecnológicas. Um marco regulatório inovador, que permite o florescimento de algumas inovações, vale a pena trabalhar com os reguladores na remoção temporária de algumas regras e leis que impedem seu processo inovador. Este regime único atuará como um facilitador da inovação».


in Portal do Governo

2022-06-01

 

 

 

 

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