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Aprofundamento das relações entre empresas portuguesas e alemãs tem potencial enorme

Aprofundamento das relações entre empresas portuguesas e alemãs tem potencial enorme

O Primeiro-Ministro António Costa e o Chanceler alemão Olaf Scholz afirmaram o desejo de aprofundamento das relações entre empresas de Portugal e da Alemanha, ambos afirmando que «o seu potencial é enorme», em discursos aos empresários no auditório do Pavilhão de Portugal na feira de Hannover – que escolheu este ano Portugal como país parceiro.

António Costa referiu que «mais de 600 empresas alemãs já estão a produzir e a inovar em Portugal», sendo a Alemanha «o terceiro maior destino de exportações portuguesas», acrescentando que «o potencial para aprofundar ainda mais os nossos laços é enorme, e a nossa presença aqui enquanto país parceiro mostra a nossa confiança mútua em parcerias futuras».

Quando «a Europa está a relocalizar uma parte da sua produção» para o Velho Continente, «Portugal é o sítio para se adquirir equipamento e inputs industriais para investir e para inovar».

«Neste momento, com as transições climática e digital, Portugal é o país para fazerem crescer os vossos negócios de uma maneira verde e digital», disse, sublinhando que Portugal «é um dos países mais seguros no planeta» e «tem a terceira maior taxa de licenciados em engenharia na Europa».

O Primeiro-Ministro retomou alguns temas do discurso que fizera no dia anterior a empresários alemãs, apontando a produção elétrica por energias renováveis, e «uma conectividade digital de ponta», referindo os cabos de comunicações submarinos, e acrescentando que «as nossas empresas trazem consigo know how, tecnologia e experiência em áreas chave para o futuro da Europa».

600 empresas alemãs

O Chanceler alemão Olaf Scholz afirmou o seu contentamento por Portugal ser o país parceiro da feira. «António, o seu Governo, em particular, investiu imenso no apoio ao potencial inovador de Portugal, com grandes investigações a serem conduzidas em Portugal. Localizar o Fraunhofer Institut em Portugal, por exemplo, foi um grande sucesso».

Referindo as «cerca de 600 empresas alemãs estão a fazer negócios atualmente em Portugal, desde grandes empresas a pequenas e médias empresas», Olaf Scholz disse esperar que «nesta feira, todos aproveitem a oportunidade para aprofundar ainda mais as relações económicas entre a Alemanha e Portugal».

«Estou ansioso para que façamos uma volta [à feira], para vermos os produtos novos e as inovações que representam a coluna vertebral da transformação industrial em curso», disse ainda.

Os dois Chefes de Governo visitaram alguns stands nacionais, nomeadamente os da Simoldes, do Centimfe, da Adira e da TSF, e pavilhões de outros países.

Grandes desafios são grandes oportunidades

No final da visita, o Primeiro-Ministro declarou que, «neste momento, em que a Europa está tão marcada pela brutalidade da guerra da Rússia contra a Ucrânia, é muito bom ver como dois países reforçam a paz através da cooperação, do fortalecimento das relações económicas e trabalhando em conjunto para termos um planeta mais verde, uma sociedade mais justa e uma indústria mais moderna e mais produtiva».

Através da visita «percebe-se como os grandes desafios da transição digital e da transição energética são uma enorme oportunidade para a modernização e o desenvolvimento da indústria que pode criar mais e melhor emprego, mais qualificado, com remunerações mais justas e uma sociedade mais inclusiva».

«A transição energética é fundamental para salvarmos o planeta, mas é também uma grande oportunidade para fortalecer as nossas economias», disse António Costa.

Trabalhar em conjunto

O Primeiro-Ministro afirmou que a Hannover Messe’22 é «um excelente exemplo de como Portugal e a Alemanha podem trabalhar em conjunto, é um excelente exemplo daquilo que 600 empresas alemãs já fazem, investindo em Portugal, e milhares de outras comprando produtos em Portugal».

Dirigindo-se assim ao Chanceler Scholz, agradeceu o privilégio de Portugal ter sido escolhido como parceiro da feira de Hannover: «Estou certo de que, a partir daqui, as relações económicas entre as nossas empresas vão ser cada vez mais fortes, porque não há economia a desenvolver-se sem empresas a modernizarem-se e a ganharem produtividade».

«É isso que nós queremos, é para isso que estamos a trabalhar, e é isso que vemos que a indústria está a fazer», afirmou, acrescentando «todos juntos rumo ao futuro».

Progressos impressionantes das empresas portuguesas

Antes, Olaf Scholz considerou «deveras impressionantes os desenvolvimentos e progressos» que estão a ser feitos por empresas portuguesas e alemãs, e que testemunhou durante a visita.

Estes progressos «são muito necessários» para as economias portuguesa e alemã, «mas também para o mundo», pois «vemos que está realmente a acelerar-se o processo rumo à redução de CO2, ao aumento da digitalização, da inteligência artificial e da utilização de hidrogénio para processos industriais que até aqui utilizavam indústrias fósseis».

«É, de facto, muito bom ver este desenvolvimento a arrancar, a acelerar cada vez mais, para termos economias neutras em carbono», «objetivo muito ambicioso», disse, acrescentando ver «com bons olhos que já haja tantas pessoas a trabalharem nessas soluções».

«Vemos também o envolvimento de muitos técnicos e técnicas de Portugal neste desígnio», concluiu.

A Hannover Messe’22 – a maior feira de indústria do mundo – começou no dia 29 de maio e termina a 2 de junho, tendo escolhido Portugal como país parceiro para a edição deste ano.

in Portal do Governo

2022-05-30

 

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