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Empresas de têxteis-lar devem virar-se para produtos sustentáveis

Empresas de têxteis-lar devem virar-se para produtos sustentáveis

O Secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Neves, visitou as empresas portuguesas que participam na feira de têxteis-lar de Frankfurt, sendo Portugal o 10.º país mais representado, com 78 empresas presentes. A Heimtextil é a maior feira do setor, do mundo.

O Secretário de Estado destacou a nova tendência dos mercados para os produtos sustentáveis, afirmando que «o tema da sustentabilidade veio para ficar. Empresas que queiram ter inovação, também têm de o fazer na utilização dos materiais e nas formas como eles são produzidos e apresentados».

«Esta é uma tendência para as empresas conseguirem afirmar-se num mercado em que a importância dos fatores de sustentabilidade se tornou incontornável. Quem não conseguir ter esta visão, está a remeter-se para uma gama de produtos com pouco valor acrescentado. É precisamente isso que não queremos», disse ainda.

A novidade entre a representação portuguesa este ano foi o stand da Associação Seletiva Moda, em conjunto com o centro tecnológico Citeve, dedicado a produtos inovadores sustentáveis no setor do têxtil-lar.

Estabilidade nas exportações

O Secretário de Estado disse que «nos últimos dez anos, temos tido uma trajetória de crescimento nos vários segmentos do têxtil, e temos conseguido construir soluções que nos permitem ter uma melhoria das quotas de mercado nos principais destinos das nossas exportações, que estão muito concentrados na Europa, mas também nos Estados Unidos», numa declaração à agência Lusa.

Em 2018 o têxtil-lar exportou 766 milhões de euros, e o setor têxtil esteve perto dos 5 mil milhões de euros de valor global de exportações, valor que deverá manter-se muito próximo em 2019.

João Neves referiu que, em 2019, o nível das exportações não está «a ter decrescimentos», apesar do «clima de instabilidade económica e política que se reflete sobretudo na Europa», e, embora haja «diferenças nos vários segmentos, estamos numa plataforma de estabilidade».

Procurar outras vias

Perante o cenário de «pouco dinamismo da procura» e com «concorrentes com armas que Portugal não tem, como a Turquia, com uma fortíssima desvalorização cambial», a afirmação das exportações «tem de ser por outras vias».

O Secretário de Estado apontou a «capacidade de gerar novas soluções para aquilo que o mercado deseja, e a qualidade intrínseca daquilo que fazemos. Quem visita as feiras sabe que os clientes vêm a Portugal quando pretendem qualidade de produtos e preços interessantes».

«Temos uma grande concentração no mercado da União Europeia, até pela proximidade e flexibilidade que nos permite ter, do ponto de vista da estrutura produtiva, uma vantagem», mas «temos de encontrar soluções noutros mercados», disse.

A Heimtextil que reúne mais de 3 000 expositores de 65 países, contando com mais de 67 000 visitantes de 156 países, termina a 10 de janeiro.

in Portal do Governo

2020-01-08

 

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