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Empresas portuguesas dão imagem de excelência na maior feira industrial do mundo

Empresas portuguesas dão imagem de excelência na maior feira industrial do mundo

«A minha mensagem é de extrema confiança naquilo que as empresas estão a fazer, em articulação com o tecido científico e tecnológico, com as soluções que trazemos aqui», disse o Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, na sessão com os dirigentes das 109 empresas portuguesas presentes na feira industrial de Hanover, que são «aquilo que de melhor se faz em Portugal» e uma imagem «de excelência que o País transmite ao mundo».

«Eu estou convicto, por tudo aquilo que vi – o trabalho dos nossos empresários, daquilo que as empresas fazem –, que as nossas mensagens chave vão passar, desde logo alinhadas com os objetivos estratégicos da União Europeia, da reindustrialização, da autonomia estratégica e, sobretudo, do encurtamento das cadeias de produção», disse.

Abordando alguns dos setores empresariais presentes na feira, Costa Silva disse não ter nenhuma dúvida de que o setor de metalomecânica de que «a industrialização do País, o seu potencial produtivo» passará pela robotização, o smart manufacturing ou a impressão tridimensional.

Na mobilidade, em que «toda a gente está à procura de soluções na mobilidade elétrica», «a mudança do paradigma energético não é só a eletrificação, está ligada ao hidrogénio», e Portugal tem «empresas que têm soluções não só no domínio dos veículos elétricos, convencionais, híbridos, mas também soluções ao nível do hidrogénio».

Energias

«Não vamos ter nenhuma ilusão: o hidrogénio é o gás mais abundante do planeta, é extremamente versátil, pode competir em múltiplas fileiras, pode ser win [todos ganham] com as energias renováveis, pode competir na mobilidade», disse.

E acrescentou que «vamos construir um grande polo de hidrogénio em Sines que pode ser fulcral e a ligação com os nossos parceiros alemães, que também estão à procura dessas soluções para a transição energética, pode marcar um paradigma de viragem para o futuro».

O Ministro referiu ainda que a energia eólica e eólica offshore vai ser «um grande projeto de futuro», pois o País vai «ter produção massiva de eólica offshore, sobretudo com ilhas artificiais afastadas da costa e ligadas à produção de hidrogénio. As quantidades de hidrogénio que vão acontecer no mundo são muito importantes e nós temos na eólica offshore também uma possibilidade de desenvolver».

«A área das energias renováveis, do desenvolvimento das turbinas, da sincronização das instruções, da automatização e da virtualização desses sistemas vai ser marcante para o futuro», acrescentou.

Outras áreas

Costa Silva referiu ainda o setor dos têxteis e plásticos técnicos, e tudo o que se relaciona com novos materiais, realçando que «já há pesquisa e ciência no desenvolvimento de novos materiais, materiais mais resilientes, mais flexíveis, mais leves», em Portugal.

«Outro dos grandes paradigmas que está a mudar é a conectividade e todo o trabalho que as empresas fazem na Internet das coisas, na sincronização dos dados, no tratamento dos dados, vai ser fundamental para o futuro. Eu creio que as competências e as capacidades que as empresas portuguesas têm nessa área – as soluções que propõem – também vão ser decisivas», disse.

O Ministro referiu ainda o setor automóvel e da aeronáutica, «que podem ser marcantes». «Na área da aeronáutica, temos um dos dois operadores europeus de alta resolução no que concerne à aquisição de imagens e ao tratamento dessas imagens».

E «temos, na indústria automóvel e na fabricação de componentes, todo um desenvolvimento tecnológico extraordinário que se pode coligar com um setor convencional, com os carros elétricos, com os híbridos, que está a ocorrer».

António Costa Silva acompanhou o Primeiro-Ministro António Costa na visita de dois dias à Feira de Hanover, na Alemanha, da qual Portugal é o país parceiro.

in Portal do Governo

2022-05-29

 

 

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