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«Grande quebra das exportações» e redução do consumo privado causam queda do Produto Interno Bruto

«Grande quebra das exportações» e redução do consumo privado causam queda do Produto Interno Bruto

«Tivemos nos meses de abril e maio uma queda muito acentuada da atividade económica, com uma grande quebra do consumo privado e do investimento, mas, sobretudo, com uma grande quebra das exportações», disse o Ministro de Estado, da economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira.

O Ministro fez uma declaração sobre a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística de queda do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2020 em 16,5% em relação ao mesmo período de 2019 e de 14,1% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

Pedro Siza Vieira, sublinhou que «a quebra do PIB confirma o que já se sabia», e «é explicada pelas quebras muito significativas em toda a zona euro e particularmente nos países que são os maiores clientes das nossas exportações, Espanha, Itália, França, Alemanha, todos tiveram superiores às que estavam estimadas» pela Comissão Europeia.

Um comunicado da área de Governo das Finanças refere que Espanha, França e Itália tiveram quebras de, respetivamente, 22,1%, 19% e 17,3%.

No caso de Portugal, «a queda do PIB está alinhada com as previsões que a CE divulgou no início de julho, de 14,1%», disse Siza Vieira.

«Ligeiríssima recuperação»

O Ministro afirmou que «a maior contração verificou-se nos meses de abril e maio e em junho, a economia já teve uma ligeiríssima recuperação», acrescentando que «é de esperar que neste trimestre» em que estamos «já tenhamos um crescimento relativamente ao segundo trimestre, cujos números conhecemos agora».

O comunicado da área das Finanças refere que «as compras com recurso a cartão multibanco tiveram uma recuperação significativa e na segunda semana de julho registaram uma variação homóloga positiva de 1%, depois de terem chegado a registar quedas homólogas superiores a 30% no mês de abril. De igual forma, também o consumo de eletricidade empresarial mostrou sinais de recuperação em junho, com um crescimento de 7,9% face a maio».

O Governo vai estar atento para «ver qual é o ritmo do crescimento da economia nos meses até final do ano, para tentar perceber qual será o impacto da pandemia na nossa economia no conjunto do ano de 2020», pois «houve uma quebra muito abrupta no segundo trimestre, e recuperação nos terceiro e quarto trimestre, vamos ver a que ritmo», disse ainda Siza Vieira.

in Portal do Governo

2020-07-31

 

 

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