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Produção nacional de equipamentos de proteção e ventiladores começa nas próximas semanas

Produção nacional de equipamentos de proteção e ventiladores começa nas próximas semanas

O Primeiro-Ministro António Costa visitou o Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (Citeve), em Vila Nova de Famalicão, e o Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel (CEIIA), em Matosinhos, que reorientaram o seu trabalho, respetivamente, para a produção de equipamentos de proteção e de ventiladores hospitalares.

O Primeiro-Ministro afirmou que o Citeve está «a reorientar o seu trabalho de investigação de tecidos e da moda para a confeção de equipamentos de proteção individual, de máscaras de proteção, de toucas, botas e luvas, que a indústria têxtil tem capacidade de produzir, para apoiar os profissionais de saúde e outros que precisam de maior nível de proteção».

O Citeve está a criar um manual de instruções para as empresas que decidiram dedicar-se ao fabrico de equipamentos de proteção individual, podendo a produção iniciar-se na próxima semana.

Ventiladores

O Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel «está convertido e focado no projeto de protótipo para a produção em Portugal de ventiladores», disse, referindo que «esta pandemia vai exigir um número crescente de ventiladores no Serviço Nacional de Saúde e noutras unidades hospitalares».

O modelo de ventilador capaz de ser produzido industrialmente e de responder às necessidades com qualidade e segurança, foi desenvolvido em 15 dias através da colaboração entre médicos, a Faculdade de Medicina da Universidade do Minho, o CEIIA e a indústria. O cronograma prevê produzir os primeiros 100, até final de abril, 400, até final de maio, e a partir daí descentralizar para a indústria, para que nos próximos seis meses haja 10 mil ventiladores produzidos.

«Ainda bem que investimos na educação e investigação»

«Este é um exemplo de como mobilizando capacidades e recursos, o que sabemos fazer, reaproveitando muitas componentes que são fabricados ou existem, podemos responder ao desafio de reforçar a proteção dos que estão na linha da frente, na saúde, na segurança pública, na proteção civil, nas cadeias de abastecimento», e que precisam dessa proteção quer por necessidade, quer para terem a sensação de segurança, disse.

O Primeiro-Ministro agradeceu aos centros de investigação e à indústria, o esforço que está a fazer, acrescentando que «ainda bem que Portugal investiu na educação e na formação, na investigação científica, no desenvolvimento tecnológico, porque nestes momentos críticos esse conhecimento e essa capacidade, têm múltiplas aplicações».

Reduzir dependência do exterior

António Costa, que foi acompanhado pelos Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e pelo seu Secretário de Estado Adjunto, Tiago Antunes, sublinhou a importância destes projetos nacionais porque «hoje todos os países travam uma batalha para conseguir chegar primeiro ao fornecedor e comprar primeiro», acrescentando que «não podemos estar dependentes de equipamentos que são produzidos na China e transportados» até cá.

António Costa afirmou também que a hipercentralização global da produção de um conjunto de produtos e matérias-primas é dramática para a segurança e a liberdade dos países, e, por isso, «a Europa vai ter de reinventar a sua organização produtiva, porque não vai poder voltar a correr o risco de ficar neste quadro de disrupção».

Estado vai comprar às empresas nacionais

O Ministro Pedro Siza Vieira afirmou que a indústria têxtil e do vestuário portuguesa tem capacidade para responder às necessidades destes equipamentos. «Temos a expetativa de que muito rapidamente as nossas empresas do setor têxtil e vestuário estarão a responder às necessidades do País», disse, acrescentando que o Estado espera comprar às empresas nacionais.

As visitas destinaram-se a dar visibilidade à capacidade de iniciativa e voluntarismo de organizações que adaptaram a sua atividade à produção de bens essenciais ao combate à pandemia de Covid-19, nomeadamente ventiladores e equipamentos têxteis hospitalares.

«Sendo produtos com elevados requisitos técnicos, o trabalho do CEIIA e do Citeve, em colaboração com o Governo, é fundamental para permitir eficácia na resposta e coordenação do esforço individual das várias empresas, bem como a sua adequação às efetivas necessidades».


In Portal do Governo

2020-03-27

 

 

 

 

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